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Empreendedorismo / Entrevistas Empreededorismo no Brasil - Parte 2 Programa Agenda Econômica, da TV Senado, discute o empreendedorismo no Brail.
DIAGNÓSTICO (04:19), Formação do empreendedor (03:42), GERAÇÃO DE EMPREGO (03:07), OPORTUNIDADE ECONÔMICA (03:03), POLÍTICA DE INCENTIVO (Empreendedorismo) (00:09) Sinopse
Na segunda parte do programa Agenda Econômica, o presidente do SEBRAE Nacional, Paulo Okamotto, explica como é o trabalho em parceria comos governos estaduais e dá um boa notícia: "Nós acreditamos que o crescimento da economia será no mínimo de 4% ou 5% . Esse cenário vai gerar muitas oportunidades". Ele também fala sobre o Empreendedor Individual.
Texto do vídeo
Empreendedorismo no Brasil - Parte 2
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - ( vamos orientar ...) o próprio gestor público que muitas vezes não sabe das vantagens, dos benefícios que essas leis trazem. Então, nós levamos essas leis que foram criadas em termos de política pública. Agora, o SEBRAE não se subordina ao governo federal, nem ao governo estadual, nem aos governos municipais. Eles não são preferencialmente os nossos clientes. Os nossos clientes são os empresários dos pequenos negócios.
Evidentemente, o estado, no Brasil, tem muito poder e pode ajudar muito as pequenas empresas. Nós, sempre que possível, trabalhamos de forma cooperada, de forma articulada com o governo do estado porque quando você tem boas políticas públicas de fomento aos negócios, você anda muito mais rápido, cria um ambiente muito mais favorável e é importante convencer os gestores públicos da importância da micro e pequena empresa.
Helioval Rios (jornalista) - O Conselho Administrativo. Como ele é formado? Há o Conselho Nacional? Como é formado esse conselho?
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - Eu sou executivo do SEBRAE. Junto comigo há mais dois diretores: Carlos Alberto dos Santos, que é um diretor do SEBRAE e Mário Borges que é outro diretor do SEBRAE. Eu sou diretor-presidente e nós somos eleitos por um colegiado.
O SEBRAE Nacional tem 13 instituições que elegem a diretoria. Quem são as instituições? São as entidades patronais, as confederações nacionais, são os bancos públicos, Caixa Econômica, Banco do Brasil, BNDES, instituições de tecnologia, de pesquisa como a AMPROTEC [Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores], ANPEI [Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras], FINEP [Financiadora de Estudos e Projetos] e estas instituições que elegem as diretorias do SEBRAE e aprovam os nossos planos, aprovam o direcionamento estratégico, cobram os resultados, demitem a diretoria, se for o caso.
Essa sistemática de eleição e representação se repete mais ou menos nos estados, com a mesma configuração.
Helioval Rios (jornalista) - Sim, mas no estado não é escolhido a partir desse comitê, vamos dizer desse colegiado nacional ou é o próprio estado que escolhe?
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - Não. O estado tem autonomia, então cada estado tem um comitê, pode ser no mínimo treze, pode chegar a quinze, dezesseis, depende do estado. Também depende de como se originou lá no começo do SEBRAE. Lá é da mesma forma, representação empresarial, a representação de governo, a representação do sistema financeiro, das entidades tecnológicas e elas que também elegem as diretorias da mesma forma que elege o SEBRAE Nacional.
Davi Emerich (jornalista) - O Sr. já disse que o SEBRAE é uma entidade com relativa autonomia em relação ao Estado Nacional. Agora, obviamente, é brasileira, tem grande relação com o Estado e percebe como a área econômica está sendo afetada pela crise e acompanha todos os programas de desenvolvimento de Governo e está inserido nesse projeto maior. Quais são as metas do SEBRAE, nesse contexto, para 2010?
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - Para 2010, nós partimos do pressuposto de que a nossa economia vai crescer bastante. Nós acreditamos que no mínimo 4%, 5% será o crescimento da economia. Esse cenário vai gerar muitas oportunidades. Milhões de brasileiros vão deixar a linha da pobreza, milhões de brasileiros vão ascender às classes sociais, outros milhões de brasileiros vão ficar ricos. Bom, tudo isso...
Davi Emerich (jornalista) - E muitos talvez alguns vão ficar pobres.
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - Esperamos que não.
Helioval Rios (jornalista) - Se ouvir o SEBRAE não.
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - Esperamos que não. Mas o que vai acontecer? Você tem o mundo de oportunidades que precisa ter boas empresas para fornecer produto, serviços a essa população. Emprego para essa população.
Então, cabe ao SEBRAE formar uma geração de empreendedores, inovadores, que tem o conhecimento como base fundamental do seu trabalho, que tem a capacidade de articular, conhecer todas as oportunidades que o país oferece em termos de acesso à tecnologia, acesso a crédito. Enfim, capacitar muito esses empresários para criar empresas, para prestar serviços a essa população que está chegando aí. Também para criar produto para ser vendido lá fora, para ocupar o mercado interno.
Helioval Rios (jornalista) – Aqui a gente fala muito: "O micro pequeno empresário"... O Sr. Pode dar um pouquinho a radiografia disso? O quê eles representam no universo de empresas no Brasil e na formação do PIB?
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE ) - Isso é uma coisa legal. A gente fala muito do pequeno empresário, mas poucas pessoas têm informação sobre isso. E nós também precisamos de mais informações.
Mas, ainda são carentes as bases de informações porque, no Brasil, quem tem informações mais substantiveis sobre as empresas é a Receita Federal, que só agora fez um convênio conosco, mas ainda não nos deu informação. Aproveito, inclusive, para cobrar nosso secretário Cartaxo [ Secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo] para apressar as informações.
A Previdência Social também é outra grande fornecedora de informações sobre os negócios no Brasil. Mas, a grosso modo, nós sabemos que no Brasil existe sete milhões de empresas formais. Dessas sete milhões de empresas formais, mais de 98% é micro e pequena empresa da dimensão que eu já mencionei aqui. São empresas que faturam no máximo até R$ 2, 4 milhões. E uma outra coisa interessante é que mais da metade dessas empresas, dessas sete milhões, não tem um trabalhador.
Helioval Rios (jornalista) - Que coisa!
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE) - Muitas vezes é a própria família, muitas vezes a pessoa que montou a empresa por necessidade trabalhista, mas tem lá sua empresa formada.
Mas o fato é que, mais de 75% das empresas tem até quatro trabalhadores e nós estimamos, pelas informações indiretas que a gente tem, podemos fazer uma extrapolação e dizer o seguinte: No Brasil, mais de 70% das empresas faturam menos de R$ 300 mil por ano.
Se você regionalizar essa informação, você vai ver ainda que 70% de determinada região fatura menos que R$ 240 mil por ano. Então o quê nós temos? Nós temos milhões de empresários que faturam no máximo R$ 300.000,00 por ano, que tem pouco trabalhador, tem até quatro trabalhador e esse empresário também não tem um grande faturamento, fatura no máximo R$ 300 mil por ano.
Por outro lado, nós temos 350 mil empresas que estão aí entre um milhão e pouco, até dois milhões e quatrocentos que são essas empresas que a gente conhece mais. São as empresas que estão no shopping, são as empresas que estão nas melhores praças da cidade e essas pessoas são as 350 mil.
O Davi tinha me perguntado das nossas metas. Nossas metas para esse cenário 2010: nós queremos trabalhar para essas 300 mil aumentarem o número dessas empresas mais inovadoras, que são mais robustas. Então, queremos levar para essas empresas...atender 30 mil empresas inovadoras, com, mas conhecimentos para empresas mais avançadas. O SEBRAE tem produto para empresas mais avançadas, empresa que tem cinco anos, sete anos, dez anos. Nós temos como trabalhar para essas empresas.
Nós queremos fazer também, através do agente local de inovação, que são especialistas que vão a essas empresas discutir o processo de inovação, de empresas inovadoras. Nós queremos atingir 17mil empresas com esse programa, em que o próprio consultor vai à empresa, discute um programa de inovação para a empresa e possibilita que especialistas ajudem essas empresas a andarem mais rápido, inovar mais rápido.
Queremos também atender esses pequenininhos. Como eu falei, tem muitos empresários que tem um trabalhador, às vezes não têm ninguém, tem a própria família e tal. Nós queremos atender um milhão de empresas presencialmente. Nós vamos levar consultores para atender essa empresa, fazer o diagnóstico dessa empresa, ensinar para o empresário que o SEBRAE não dá só curso.
O SEBRAE, além de dar curso ele dá consultoria, ele dá assistência técnica. Ele possibilita você ter acesso à pesquisa, a desenvolver produto, a desenvolver embalagem, a desenvolver design. O SEBRAE não só faz curso, faz muito mais do que isso.
E nós também queremos explicar para esse empresário que se ele precisar de mais informação pode procurar o 0800 que é gratuito, ele pode procurar o SEBRAE para fazer curso, que ele pode também fazer um curso à distância, ele pode usar o nosso portal.
A gente quer, pelo menos três vezes por ano, levar o SEBRAE para atender presencialmente um milhão de empresas.
Certamente, nessa caminhada, nós vamos descobrir muitas empresas que são constituídas e que estão na informalidade e nós poderemos agora oferecer para ele a chamada "Lei Geral". Para ele se formalizar, se ele for uma empresa maior
E, se ele tiver um faturamento muito pequeno, até R$ 36 mil por ano nós podemos oferecer para ele O "EI", a partir daí ele já vai ter acesso.
Helioval Rios (jornalista) - Oferecer o quê?
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE) - O "EI", o "Empreendedor Individual", que é a possibilidade de se formalizar para pessoas com faturamento até R$ 36 mil. A partir daí ele vai virar cliente do SEBRAE.
Helioval Rios (jornalista) - Em termos de universo esse micro e pequeno empresário, em termo de PIB, esse universo todo contribuie quanto para o PIB?
Paulo Okamotto (Presidente do SEBRAE) - Não existe um estudo, o IBGE, por exemplo, não faz.
Helioval Rios (jornalista) - Não tem.
Paulo Okamoto (Presidente do SEBRAE) - Nós estimamos que a micro pequena empresa representa por volta de 17 a 20% do PIB. Mas isso é estimativa, não há uma pesquisa nem do IPEA, nem do IBGE sobre à micro e pequena empresa recente.
Helioval Rios (jornalista) - No próximo bloco vamos ver os passos que devem sem dados para quem quer se transformar num pequeno empresário. Aguarde.
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