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Edgar Powarczuk (palestrante)– Então, a gente divide o Google em dois campos muito claros. Um são os resultados que a gente chama da busca orgânica. Ou seja, quando eu digito lá notebook, lá em cima, naquele campo, o resultado desta busca, que se chama busca orgânica, me aparece aqui. Bom, notebook aqui da Buscapé, depois do Mercado Livre, e assim por diante. Certo? São os resultados da busca que eu fiz, notebook. Mas, em torno disso, há outros elementos, que a gente chama dos links patrocinados. Eles ficam nessa posição aqui, porque eles são pagos para estarem aqui. Então quando eu digito notebook, a inteligência do Google me coloca aqui, os anúncios que têm a ver com notebook. Isso revolucionou o marketing tradicional!
Vocês imaginem o seguinte, imaginem o jornal da cidade de vocês, onde você coloque uma propaganda, um anúncio lá na página do jornal e você vá só pagar para o jornal, se alguém ler aquele anúncio. Imaginaram isso? Poxa, seria o máximo, não é? Eu só vou pagar pelo anúncio para as pessoas que leram o anúncio. E mais, eu só vou pagar para aqueles que leram e entraram na minha loja. Bom, aí então... quer dizer que acontece isso? Sim! Eu só pago esse anúncio, se a pessoa clicou aqui e foi até a minha loja, senão eu não pago.
Ele funciona assim, eu tenho um orçamento, eu quero gastar 500 reais em propaganda no Google, quero fazer marketing lá no Google, quando o cara digitar, quando alguém botar lá “brigadeiro”, eu quero que o meu anúncio apareça aqui. Certo? Então alguém vai digitar “brigadeiro” e vai aparecer meu anúncio ali e eu só vou pagar para o Google quando o camarada clicar no meu anúncio.
Cada anúncio desses vai ter um custo de centavos, esse custo vai depender do quê? De quanto custa essa palavra-chave. “Difícil de entender, Edgar?”. Vou explicar para vocês assim: Olha. “Brigadeiro, notebook, banana, feira, sapato”, cada uma delas tem um valor, cada palavra chave dessas tem um valor R$ 0,30, R$ 0,60. Dependendo do quê? Da procura por pessoas que querem usar aquela palavra-chave. Então quanto mais valiosa, vamos dizer, a palavra-chave, mais ela custa. E, portanto se eu tenho 200 reais. Se eu quero gastar 200 reais em comunicação do meu negócio de brigadeiro, tá? Quanto é que custa a palavra-chave “brigadeiro” no Google. Eu vou lá no Google e coloco “quanto é que custa a palavra-chave brigadeiro”, ele vai me dar lá 0,63 centavos. Então eu tenho 200 reais, e divido por R$ 0,63, ele vai me dar o número de cliques que eu vou consumir aqui.
Digamos que por hipótese eu divida aí R$ 200/R$ 0,63, e dê lá 500 cliques, tá? Então 500 pessoas vão clicar aqui e quando chegar em 500, “pum”, acabou minha promoção, acabaram meus 200 reais. Entenderam?
Então, isso é uma maravilha para o pequeno empreendedor, primeiro porque ele foca o negócio dele. O meu anúncio só vai aparecer para quem estiver procurando brigadeiro, certo?
Segundo, eu só vou pagar se o cara entrar na minha loja, clicar ali no meu link e olhar a minha loja.
Terceiro, que eu vou poder administrar esse meu orçamento de marketing, e só vou gastar ele, objetivamente, com quem realmente veio procurar meu produto. Então, link patrocinado é uma maravilha para o pequeno empreendedor, que tem um recurso limitado e precisa ter ele muito bem alocado. Percebem?
Vamos adiante! Mas, como a gente faz para estar na primeira página do Google? Naquela busca orgânica? Muito bem, eu não quero gastar com link patrocinado, não quero fazer marketing, eu quero, quando o cara digita brigadeiro, eu quero estar aqui em cima, eu quero ser o primeiro a aparecer na busca orgânica. Rapaz! Isso é uma ciência! Tem uns guris aqui que sabem disso, sabem bastante de internet, sabem que existem empresas especializadas que estudam apenas técnicas de como fazer a sua empresa subir no rankiamento do Google. Isso envolve duas centenas de técnicas, que o Google muda a cada três meses. Porque o que o Google quer? O Google quer que os primeiros que fiquem aqui sejam bons, que quando você faça uma pesquisa, lá em cima, apareçam os melhores, não aqueles que estão pagando para estar lá em cima. Se você quiser pagar, você vai estar aqui nessa área. Muito bem, eu sei que o cara está pagando. Agora, aqui na minha busca orgânica, vai estar quem? Os sites que têm mais acesso, um.
Dois: os sites que têm mais links apontando para ele, dizendo “esse site é bom”, entenderam?
Primeiro o site que tem mais acesso. Segundo o site que tem mais links apontando para eles. O brigadeiro do Zezinho é maravilhoso, estou dizendo aqui no meu blog, e boto o link para o site do Zezinho. Quanto mais gente tiver links apontando para o meu site, mais o Google vai considerar como relevante e mais minha pontuação nesse ranking vai crescer. Então, primeiro, quanto mais acessos eu tenho. Segundo, quanto mais links eu tiver apontando para o meu site e, terceiro, se o link que está apontando para o site do brigadeiro do Zezinho for do Obama ele tem muito mais peso que o meu, do Edgar aqui. Então o Google considera a relevância deste link apontando para o seu site.
São os três primeiros. Os outros 100 são difíceis, são complicados, são complexos, são para gente que estuda. E aí vêm coisas de programação, vem à posição dessa programação do seu site. Como é que eu posso dizer para vocês de forma assim, bem... Não técnica. O Google precisa ter rapidez na entrega, a gente escreve notebook, e em 3 mille segundos, ele te apresenta milhares de links, certo? Como ele faz isso? Ele vai rapidamente no site do Gabriel, vai no site do ciclano, vai no site do... ele precisa entrar e sair, esse aqui vende notebook? Não? Esse aqui vende? Opa, esse aqui eu seleciono, eu só seleciono os que vendem notebook. Imaginem que ele faz isso em mille segundos, em todos os sites do planeta? Então o que ele pede? Se você no seu site disser de cara, que você vende notebook, eu perco menos tempo procurando. Então eu te escolho antes. Se você diz lá na terceira página que você vende notebook, eu vou demorar muito tempo para te descobrir, e já vou pegar o outro que disse antes que vende notebook. Então essas regras, que são regras de programação, elas estão por trás do site. Coisa que o cliente não vê! Mas que são técnicas que ajudam a posicionar melhor o seu site no Google. Isso a gente explora melhor no curso. Aqui, evidentemente, não posso aprofundar com vocês, mas eu deixo essa sementinha para vocês pensarem.
Vamos adiante! Bom, então, fechando! Nós vimos que há mitos na internet que precisam ser derrubados, certo? Vimos que não tem pouca gente na internet, tem muita gente na internet. Vimos que não é só para rico. Vimos que a classe com menor poder aquisitivo vem crescendo absurdamente. Vimos que as pessoas perderam o medo de comprar na internet, os mecanismos de segurança estão cada vez mais aprimorados. E vimos que o cliente de vocês, sim, está na internet, está procurando na internet produtos similares ao de vocês, e talvez esteja com o concorrente de vocês.