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    O EMPREENDEDOR (parte 1) - 1º Capítulo

    Série mostra os caminhos do sucesso no ramo de confecções

    curso de gestão (02:33), produção (07:38), profissional (08:37), tecido (04:30), treinamento (08:29)

    Sinopse

    A série “Aprender a Empreender - Têxtil e Confecção” é uma mini-novela que conta a trajetória de Helena e sua confecção de roupas esportivas. Os capítulos mostram como os personagens resolvem problemas de relacionamento e gestão, transformando a pequena confecção num empreendimento de sucesso.

    Texto do vídeo

     Aprender a Empreender - Têxtil e Confecção

    O EMPREENDEDOR (parte 1) - 1º Capítulo

    CENA 1

    Entregador – Entrega pra a confecção Trapézio. Dona Helena é a senhora?

    Helena – Eu mesma. Pode entrar. Eu não acredito que chegaram esses tecidos. Olha só, coloca ali para mim, por favor.

    Entregador – Tá bom.

    Helena – Muito Obrigada, heim! Hoje tá um calor insuportável. Ai... Alice!

    Alice – Já vou, mãe! Olha aqui, Selma, olha. Tem que ter cuidado com esses detalhes aqui da manga, tá vendo? Computador dois, dona Helena, zero. O quê que foi desta vez?

    Helena – Não consigo ver os meus e-mails. Já estou ficando com dor de cabeça.

    Alice – Essa dor de cabeça deve ser de calor, né, mãe! Aliás, quando é que você vai comprar uns ventiladores, heim?

    Helena – Quando sobrar dinheiro!

    Alice – Ou seja, nunca! Deixa eu ver, oh, é fácil. Está vendo aqui, oh. A Cava (Confecções Associadas de Vista Alegre) vai organizar um curso de gestão para as confecções da região. Por que você não faz, mãe?

    Helena – Eu?

    Alice – É...

    Helena – Pra quê? Hum. Essas coisas são muito complicadas.

    Alice – Complicado é você cuidar da Trapézio sem entender nada de finanças, controles administrativos, mercado. Fala sério, Dona Helena! Você ia tirar de letra!

    Helena – Cheguei até aqui sem cursinho. A Trapézio está indo melhor do que eu esperava. Não acredito que a gente fechou aquele contrato com aquela loja de São Paulo.

    Alice – Ah, pelo menos os nossos modelos estão agradando, né mãe?

    Helena – Mais um motivo para eu levar a Trapézio do jeito que eu sempre fiz.

    Vera – E quando a Helena Santos Souza diz alguma coisa está dito.

    Helena – Vera!

    Alice – Madrinha!

    Vera – Cheguei na hora errada?

    Helena – Não. Não existe hora errada para uma amiga de todas as horas.

    Vera – Que lindo!

    Helena – É. Coleção exclusiva criada pela sua afilhada.

    Vera – Alice, você tem mãos de fada. Isso vai vender que nem água.

    Helena vendeu. Acabamos de receber uma encomenda de uma grande loja de São Paulo.

    Vera – Parabéns, Helena! Tô gostando de ver a Trapézio de vento em popa. Vocês já batalharam muito. Vocês merecem.

    Helena – Tomara que continue assim.

    Vera – Helena, fala a verdade. Alguma vez você se arrependeu de trocar as aulas de educação física pela confecção?

    Helena – Eu adoro isso aqui. Dá um trabalhão danado, né?

    Alice – Ô.

    Helena – Lembra como tudo começou?

    Vera – Você não conseguia encontrar uma roupa de ginástica que não parecesse saco de batatas e resolveu fabricar as suas.

    Helena – E todo mundo queria uma igual.

    Vera – E o carro-loja?

    Alice – Ah, essa história eu quero ouvir. Que história é essa de carro-loja?

    Vera – Você ainda era muito pequena, Alice, e a sua mãe batalhava para vender no próprio carro as roupas que fazia. O pessoal fazia fila para comprar as roupas de ginástica da sua mãe.

    Helena Naquele tempo eu comprava o tecido, cortava, costurava e vendia. Agora eu passo a maior parte do meu tempo brigando com esse computador.

    Vera – Ah, mas eu não duvido de que logo, logo, você amansa o bicho. (Aplausos)

    Helena – Ela Chegou. Vera – Quem?

    Alice – A Sueli. As costureiras sempre fazem essa brincadeira. É que ela atrasa um pouquinho de vez em quando.

    Sueli – Não adianta chorar o leite condensado, gente. Antes tarde que mais tarde, né?

    Helena – A Alice que dizia de vez em sempre.

    Alice – Eu vou lá falar com elas. (Aplausos)

    Alice – Oi, Sueli!

    Sueli – Tudo bem?

    Alice – Tudo bem.

    Sueli – Ah, tudo bem complicado Alice. Imagina só: cinco filhos e um bebê que eu não tenho com quem deixar. Ainda bem que a Dona Helena é compreensiva, né, e sabe que eu compenso depois.

    Alice – É. O que ela compreende é que você é uma profissional de primeira. A costureira mais competente e mais eficiente dessa confecção.

    Sueli – (risos) Ih. Se for concurso de elogios eu ganho, heim Alice? Eu sou capaz de ficar falando bem de você aqui o dia inteiro.

    Alice – (risos)

     

     

    CENA 2

    Vera – A Alice desde que terminou o curso de design que está arrasando. Faz cada modelo lindo. Tenho muito orgulho dela, aliás, de você também.

    Helena – Você não precisa sair de casa para se admirar. A sua filha, minha afilhada, também é uma ótima garota.

    Vera – Ai. Mas a Laura é tão sem noção da realidade. Você acredita que agora ela botou na cabeça que quer ser modelo.

    Helena – E daí?

    Vera – E daí que só ela não percebe que não leva o menor jeito para a coisa. E não aceita que está errada, né?

    Helena – Vera, não existe certo e errado quando a gente sonha.

    Vera – Hum.

     

     

    DAYA CONFECÇÕES MODA INFANTIL
    Cidade de Passo e Fica (RN)
    80.000 peças por mês

    Maria das Graças Rodrigues da Silva (empresária) – Empreender, pra mim, é transformar uma idéia em um projeto de sucesso. Somos umas das maiores empresas de moda infantil do estado e da região nordeste. Produzimos, hoje, nas duas unidades 80 mil peças/mês. A nossa história começa em 1984. A gente casa, lá em Serra de São Bento. Emanuel era comerciante de pequeno mercadinho junto com o pai dele e eu cursava pedagogia na UFRN, em Nova Cruz.

    E Emanuel me deu Dia das Mães uma máquina de costura de presente e eu tive a idéia de aprender a costurar. Aprendendo a costurar comecei a fazer roupinhas para Daiane, minha filha, e as pessoas começaram a achar interessantes, acharam bonitas e eu vi aí uma forma de poder ganhar um pouco mais. Fazendo roupa pra vender na minha cidade, que era muito difícil você encontrar roupa pronta para comprar. Eu vi que trabalhando de uma forma mais profissional eu iria render mais e ter uma produção melhor e um produto mais bem acabado. E eu tinha uma amiga que morava em Caruaru que sabia costurar, tinha uma fabricazinha pequena e eu fui ficar uma semana na casa dela aprendendo a costurar, a cortar, a modelar, fazer todo o processo de uma mini-indústria.

    Emanuel Faustino da Silva (empresário) – Como o crescimento era muito grande, então, a gente dividiu as coisas. Eu disse: Graça, eu vou tomar conta da parte financeira e você toma conta da parte de produção.

    Maria das Graças Rodrigues da Silva (empresária) – E quando foi em 95, nós formalizamos a empresa, começamos a procurar mais informações na área de produção industrial mesmo, procurar ter treinamentos porque todas as pessoas que eu pegava para trabalhar comigo já desde essa época eram pessoas que não tinham nenhuma formação profissional em indústria de confecção e eu fui procurar treinamentos pra atender e treinar essas pessoas.

    Emanuel Faustino da Silva (empresário) – E hoje nós temos 150 funcionários gerais, entre lojas e fábricas, e é todo mundo da comunidade, né? Não temos pessoas nenhuma de fora e tudo é qualificada por nós aqui dentro da empresa.

    Maria das Graças Rodrigues da Silva (empresária) – No início, assim, a dificuldade de você conseguir crédito, crédito no Brasil pra a pequena empresa é uma coisa muito difícil. Ter parcerias, hoje, é uma coisa fundamental. Nós temos grandes parceiros tanto em nível de fornecedor e parceria com clientes. Então, nós temos clientes que começaram conosco quando nós tínhamos dois funcionários e estão até hoje conosco. Utilizamos bordados manuais, crochê, tricô, porque nós vemos hoje, que isso tem sido muito valorizado e além de agregar bastante valor às nossas peças, nós estamos também gerando renda para as pessoas que trabalham com artesanato na região. Além de doar o retalho, a gente também incentiva buscando orientação, né? A questão do treinamento pelo SEBRAE a gente também dá uma força.

    Maria do Socorro Luiz (artesã) – Criamos a Associação dos Artesãos de Serra de São Bento. Então, hoje, nós temos um grupo de 22 pessoas, e a nossa matéria-prima é o retalho.

    Maria das Graças Rodrigues da Silva (empresária) – Hoje, nós participamos muito de palestras, de seminários, né, de envolvimentos com outras empresas do setor no Estado, para que com a nossa experiência nós possamos ajudar a estas empresas.

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    O EMPREENDEDOR (parte 1) - 1º Capítulo

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    Série mostra os caminhos do sucesso no ramo de confecções
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    O EMPREENDEDOR (parte 2) - 1º capítulo

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    Série mostra os caminhos do sucesso no ramo de confecções
    administrador (04:30), burocracia (09:22), experiência (03:27), marca (09:37), profissão (04:28)
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    O EMPREENDEDOR (parte 3) - 1º capítulo

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    administração (01:14), empreendedor (03:41), modelo (05:21), planilha (01:36), qualificada (01:47)
    Administração, empreendedor, modelo, planilha, qualificada
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    MERCADO (parte 1) - 2º capítulo

    3 Total de partes do vídeo 8044 Total de visualizações 0 Total de Comentários
    Série mostra os caminhos do sucesso no ramo de confecções
    cadastro (02:27), confecções (01:54), fornecedor (02:08), mercado (02:20), representante (07:35)
    cadastro, Confecções, Fornecedor, Mercado, representante
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    MERCADO (parte 2) - 2º capítulo

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    comercialização (06:29), fabricar (06:20), mercado (00:03), modelo (00:35), tecnologia (00:58)
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